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Câmara de Catanduvas adquire edificação do antigo Besc para sede própria

Publicado em 12/06/2017 às 08:46 - Atualizado em 12/06/2017 às 08:46

O município de Catanduvas é um dos poucos na região que o Legislativo ainda não possui sede própria. A Câmara de Vereadores funcionou até o ano de 1999, no prédio da prefeitura. Entretanto, com a implantação da Comarca, o fórum, primeiramente funcionou naquele local e a Casa Legislativa passou a pagar aluguel em imóvel particular. Desde então, surgiu a ideia de construir um local próprio.
Inicialmente, tudo não passava de um sonho que foi se aproximando da realidade com o passar dos anos. Alguns presidentes que passaram pelo legislativo, foram demonstrando interesse em buscar meios para que a obra pudesse acontecer.
Algumas ações foram iniciadas com o objetivo de conquistar o sonhado espaço. Uma lei criada em 2013 garantia que parte do duodécimo pudesse ser guardada a cada ano, para a tão desejada construção. Em 2013 foram reservados R$ 100 mil, em 2014 R$ 200 mil, 2015 R$ 130 e no ano passado foram economizados para esse fim, o valor de R$ 200 mil. Neste ano de 2017 já foram disponibilizados R$ 70 mil, totalizando assim, R$ 700 mil.
Sem um terreno próprio para a construção, em certo momento foi acertado com o Poder Executivo que a obra aconteceria ao lado da prefeitura, onde era a garagem e que seriam construídos quatro andares, sendo um para uso da Administração Municipal.
Estudando a possibilidade da construção ao lado da prefeitura, a atual presidente do Legislativo, Monalisa Ruaro, entendeu não ser viável, devido à acessibilidade com a construção do viaduto e pelo terreno estar localizado em lugar onde se gastaria muito com a fundação, por ser um local aguado. Outra preocupação da presidente foi o gasto elevado que a obra acarretaria. “construir quatro andares, a Câmara não tem condições financeiras diante da situação econômica que o país se encontra, não tem como gastar tanto num bem público”, disse a presidente.
Ainda no final do ano passado, surgiram informações de que a construção do Banco do Brasil, onde funcionava o antigo Besc, iria para leilão e que o ente público teria prioridade na negociação. Conta Monalisa que então foi feito estudo de viabilidade para ver se teria como reformar o local e adequar para que o Legislativo pudesse ter um espaço que viesse a beneficiar toda a comunidade.
Concluindo que o local seria adequado, foi feito uma proposta de compra pelo Legislativo, inicialmente não aceita pelo Banco do Brasil que pedia R$ 1 milhão. Porém, persistentemente, foram feitas três avaliações com corretores de imóveis, para então, juntamente com a assessoria jurídica do Município, através do advogado Francisco Barbosa, entrar com processo de desapropriação do imóvel, contando com o respaldo do atual prefeito Dorival Ribeiro dos Santos.
Um valor de R$ 700 mil foi depositado pelo Legislativo, via judicial, como pagamento, de acordo com as avalições feitas pelos corretores. Na semana passada, saiu a decisão da liminar proferida pelo juiz da Comarca de Catanduvas, José Adilson Bittencourt, favorável à Câmara de Vereadores que tomou posse do imóvel.
Reforma para adequações necessárias
Passado todo o processo que resultou em beneficio da Câmara e consequentemente de toda a população, o próximo passo é a reforma do local adequando com acessibilidade e comodidade. A ideia é fazer com que a Casa Legislativa possa servir de local apropriado para formaturas, sessões públicas, seminários e outros eventos da comunidade. A construção de um auditório oportunizará a população a desfrutar do imóvel da melhor maneira possível.
Após os processos de licitações para contratação de engenheiro/arquiteto, mão de obra e compras de materiais para a construção, será iniciada a reforma que deve ficar concluída no próximo ano.
Agradecimentos
Para a presidente Monalisa Ruaro esta é uma conquista de todos. “Estou só de passagem, o imóvel vai ficar para o povo usufruir. Por isso quero agradecer a Deus que sempre me deu sabedoria e discernimento guiando nossos passos para que tudo se concretizasse. A todos os ex-presidentes, aos funcionários Dra. Scheila, Dra. Monia, secretária Neusa, contadora Simone e todos os vereadores que acataram a ideia e deram todo o apoio necessário”.

 

 


Fonte: Neusa D’Avila / Jornal O Fato


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